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IBGE registra crescimento de 225% de animais

galinhas no quintalLevantamento é relativo a cinco anos; destaque é o aumento no número de galos, frangos, frangas e pintos – quantidade cinco vezes maior em relação a 2007
 A Pesquisa Pecuária Municipal feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou o crescimento de 225% no número de animais em Sorocaba no período de cinco anos. A quantidade passou de 126.047 em 2007 para 284.636 em 2011 e envolve bovinos (bois e vacas), equinos (cavalos), bubalinos (búfalos), asininos (jumentos), muares (mulas e burros), suínos (porcos), caprinos (porcos), ovinos (ovelhas, carneiros e cordeiros), galos, frangos, galinhas, codornas e coelhos.

O destaque é o aumento de 560% no número de cabeças de galos, frangos, frangas e pintos nesse período de cinco anos na cidade. O estudo mais recente, com dados de 2011, revela a presença de 270.600 aves – quantidade cinco vezes maior em relação aos 48.311 animais levantados em 2007 no município.

Esse crescimento anual de galos, frangos, frangas e pintos em Sorocaba sofreu uma interrupção no ano passado. O número foi 7% menor em relação a 2010, que registrou a presença de 290.600 aves no município. O presidente da Associação Paulista de Avicultura (ASA), Érico Pozzer, atribui essa queda ao aumento do preço do milho e da soja – usados para alimentar os animais.

Segundo Pozzer, essa diminuição (de 2010 em relação a 20111) na produção de galos, frangos, frangas e pintos tem sido registrada em âmbito estadual. “Números mostram que neste ano houve uma queda de 15% em São Paulo”, diz. “Mas Sorocaba é muito forte nessa atividade e ajuda a colocar o Estado como o quarto maior produtor de frango do país e o primeiro produtor de ovos do Brasil”, completa.

 

Pozzer não possui números detalhados da produção em Sorocaba, mas acredita que ele seja maior em relação ao divulgado pelo IBGE. “São números oficiais, mas pela minha experiência acredito que essa conta esteja abaixo do esperado”, relata.

 

A Céu Azul Alimentos, especializada na criação e abate de aves em Sorocaba, foi procurada para comentar esses números do IBGE. A assessoria de imprensa disse que todos os diretores estavam fora da empresa e não puderam responder, mas, informalmente, o setor de comunicação informou que cerca de 65 mil aves são abatidas diariamente na unidade situada em Sorocaba.

 

Essa pesquisa do IBGE para averiguar a quantidade de galos, frangos, frangas e pintos é feita anualmente em toda a área geográfica no município. Isso significa que, além dos estabelecimentos agropecuários, são verificadas instituições militares, coudelarias (haras) particulares, jóqueis-clubes e quaisquer criações particulares mantidas por pessoas física ou jurídica em imóveis das zonas urbana, suburbana ou rural. A metodologia da coleta de dados baseia-se em um sistema de fontes de informações mantidas em caráter permanente, de forma a permitir um acompanhamento dos fenômenos ocorridos durante todo o ano civil.

Quem ajuda essa estatística do IBGE é a professora Maria Isabel Lopes Costilho, 59 anos, moradora do bairro Caputera, em Sorocaba. Ela possui uma área usada para a agricultura, mas aproveita o espaço para criar seis aves. As galinhas e os galos vivem soltos no terreno e servem tanto para a produção de ovos quanto para a limpeza do solo. “Eles comem insetos, escorpiões e juntos rendem aproximadamente uma dúzia de ovos por semana”, conta.

Maria Isabel confessa já ter vendido algumas aves, mas garante que esse não é o principal objetivo. “Também não crio para consumo da carne, pois tenho dó. Dou comida para eles e acabo pegando um carinho”, relata.

Na área vizinha do terreno de Maria Isabel mora o lavrador José Francisco Sanches Ifanger, 58, mais conhecido como Chiquinho, que também cria cerca de 40 cabeças de galo e galinha. “Antes também tinha vaca, mas parei porque dá muito trabalho”, comenta.

A produção das aves rende à família de Chiquinho aproximadamente 15 ovos por dia. “Elas vivem todas soltas, algumas dormem em galhos de árvore e às vezes aproveito algumas para consumo”, relata.

Já no bairro de Brigadeiro Tobias mora o casal José Maria Monteiro, 73, e Rosa de Arruda Monteiro, 63, que cria 30 porcos, 30 galinhas e 10 vacas. “Esses animais ajudam na nossa renda com a venda deles, mas também aproveitamos a carne, os ovos e o leite para consumo próprio”, diz Rosa.

O presidente do Sindicato Patronal de Sorocaba, Luiz Antônio Marcello, diz não acompanhar com detalhes os números do IBGE, mas acredita que os dados estão dentro de uma realidade. “Sorocaba tem mais de mil propriedades usadas para a produção agropecuária e 70% delas estão no perímetro urbano”, diz.

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